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O amor e o Ódio caminham juntos?

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O pensamento é que enquanto existir amor, irá existir ódio. É como se fosse uma balança, os dois estão equilibrados. Quando um passa a 'pesar' mais que o outro na balança algo acontece para que o nivelamento se estabeleça novamente. Por exemplo o louco amor pelas torcidas organizadas pelos times de Futebol, o amor que eles tem pelo time, gerou ódio. Ou o amor que uma mulher, que mesmo apanhando de seu marido, continua vivendo com ele pois acredita que um dia ele vai mudar. Você pode ridicularizar essas pessoas, sendo torcedores ou mulheres que apanham diariamente. Você pode achar loucos ou idiotas, mas tem que concordar que tem que se ter amor para agir de tal forma. Outro exemplo é quando por ato de amor uma pessoa se interessa por outra pessoa que já está casada, isso gera ódio. Enfim, dissertem :)

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Lord13    81

Então @password, sempre nos deparamos com questões desse tipo:

"Amor ou Ódio", "Razão ou emoção", "Amor ou Medo", "Bem ou Mal", "Tudo ou Nada", "8 ou 80". Eu acredito que o erro de alguns filósofos e pensadores seja exatamente supor que possa existir extremos quando se fala em pensar ou em pensamento, quando na verdade podemos ter uma média balanceada ou ponderada sobre algo. Exemplo:

Ponhamos três exemplo diferentes:
1. Um casal se ama muito, está prestes a casar, Pensam em ter filhos e morar juntos.

2. Dois membros de grupos rivais (citemos Grove Street vs. Ballas), se odeiam. Freneticamente planejam uma investida para o assassinato do outro.

3. Duas pessoas desconhecidas, como por exemplo, Drew Barrymore e Tony Ramos, nenhum deles se conhecem. Mas o acaso põe eles frente a frente.

Julgando pelo caso seu, temos, na ordem, os correspondentes Amor, Ódio, e o terceiro? O que sentem um pelo outro, digamos não pelo "o que está mais pra", mas em sua definição real. O que seria o terceiro exemplo? Seria um caso a parte excludente? Ou somente uma possibilidade não prevista? Somos então, únicos na definição, pois ou nos amamos ou nos odiamos. Só há extremos, claro, você julga haver casos onde "há mais disso ou daquilo", mas não julga a possibilidade de um terceiro excedente. É inútil vermos um estudo da Sociologia ou Antropologia que trabalhe somente com "classe pobre", "classe rica". Foi pensando assim que Karl Marx chegou a virar meme.

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1 minute ago, Lord13 said:

Então @password, sempre nos deparamos com questões desse tipo:

"Amor ou Ódio", "Razão ou emoção", "Amor ou Medo", "Bem ou Mal", "Tudo ou Nada", "8 ou 80". Eu acredito que o erro de alguns filósofos e pensadores seja exatamente supor que possa existir extremos quando se fala em pensar ou em pensamento, quando na verdade podemos ter uma média balanceada ou ponderada sobre algo. Exemplo:

Ponhamos três exemplo diferentes:
1. Um casal se ama muito, está prestes a casar, Pensam em ter filhos e morar juntos.

2. Dois membros de grupos rivais (citemos Grove Street vs. Ballas), se odeiam. Freneticamente planejam uma investida para o assassinato do outro.

3. Duas pessoas desconhecidas, como por exemplo, Drew Barrymore e Tony Ramos, nenhum deles se conhecem. Mas o acaso põe eles frente a frente.

Julgando pelo caso seu, temos, na ordem, os correspondentes Amor, Ódio, e o terceiro? O que sentem um pelo outro, digamos não pelo "o que está mais pra", mas em sua definição real. O que seria o terceiro exemplo? Seria um caso a parte excludente? Ou somente uma possibilidade não prevista? Somos então, únicos na definição, pois ou nos amamos ou nos odiamos. Só há extremos, claro, você julga haver casos onde "há mais disso ou daquilo", mas não julga a possibilidade de um terceiro excedente. É inútil vermos um estudo da Sociologia ou Antropologia que trabalhe somente com "classe pobre", "classe rica". Foi pensando assim que Karl Marx chegou a virar meme.

Acho que entendi o que você quis dizer, não faz muito sentido ver o mundo de um extremo ou de outro. É por isso que tem tantas merdas na política. Mas, eu acho que os atos de amor, geram ódio e amor, atos de ódio, geram amor e ódio também. Acho que não me expressei adequadamente. Estava me referindo mais aos atos de cada indivíduo. O amor gera prazer, satisfação, felicidade. Mas o preço por isso é o ódio. E o ser humano é fanático por ódio, é assim também com o amor. Nas situações que você descreveu há ódio também:

1 - Alguem deve estar detestando o casamento das mesmas pessoas. E se eles se separarem, o ciclo de ódio será criado novamente. E se depois que se casarem, a mulher engravidar e posteriormente perder o filho. Há várias possibilidades além destas.

2 - O assassinato de um dos membros, hipoteticamente geraria reportagens nos jornais e na mídia pedindo por paz nos guetos e em bairros pobres. Ou seja, um ato de ódio gerou amor em pedido de paz.

3 - Essa é a situação mais complicada. Não pensei em nada que geraria um ou outro. Mas ai tem a situação das balanças estarem equilibradas. Ódio + Amor = Nada.

O amor não é errado, não é isso que quero dizer. Mas o ódio e o amor são proporcionais.

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Kohado    31

Minha visão é um pouco diferente. Amor e ódio não são proporcionais, mas são de fato complementares. Não são proporcionais porque não devem ter o mesmo peso, socialmente e eticamente falando não é nada saudável. Mas eles andam juntos. A ausência de qualquer um desses não trás bons resultados. Nada de mais é bom, nem o que é bom. Mas assim também, não é saudável ter a ausência de nada. Isso também trás desequilíbrio. A virtude para alguns filósofos se trata exatamente disso.

O que é a virtude? O que é ser virtuoso? Para alguns, ser um bom homem, fazer coisas boas. Para outros, é ser sensato. É saber quando dizer sim e quando dizer não. É saber mediar Amor e Ódio não com o mesmo peso, mas de acordo com senso de coerência com a sua sociedade.
  Se você ver alguém na rua que lhe pede dinheiro para comprar "comida", você olha o cidadão e fica claro que ele quer comprar droga. Dar o dinheiro a ele é errado ou certo? é ser bom ou mal? Ser bom e mau é relativo "a quem" a ação diz respeito. Se você não der, pra você, você é uma pessoa boa, pois evita que ele estrague a sua vida porém pra ele, você é uma pessoa ruim pois não o ajudou a comprar as drogas/comida. O equilíbrio de amor e ódio, o peso que cada um tem no dia a dia é diferente. Mas ambos devem sempre, estar na balança.

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